Acho que escrever - dentre outras pouquíssimas coisas – é o que me mantém viva. Funciona como um diário falante, um melhor amigo. É como sentar debaixo de uma árvore no meio do campo e sentir a brisa sobre o rosto, traz paz e tranqüilidade. Mas claro, como qualquer relacionamento sadio existem discórdias. É que não agüento mais a forma como meus dedos desalinham cuidadosamente para escrever sobre determinada pessoa. O que era de total sincronia, hoje revela-se um absurdo. Escrever sobre você de novo? De novo? Tenho até vergonha. Nem eu suporto mais gostar de você. E olha que nem gosto.
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